Fraudes por malware crescem 220% em 2025

Fraudes por malware aumentam 220% no sistema bancário no 1º semestre de 2025

Relatório relatado pela CNN Brasil indica agravamento das fraudes bancárias digitais no Brasil em 2025. Segundo a reportagem, publicada em 15 de dezembro de 2025, os incidentes de malware cresceram 220% no primeiro semestre de 2025, em comparação com o segundo semestre de 2024. Os dados foram atribuídos ao estudo Tendências de Fraudes Bancárias Digitais no Brasil em 2025 , da BioCatch.

Além disso, a mesma matéria informa aumento no volume geral de provas de fraude. O texto também cita avanço dos golpes de falsa central, dos casos limitados a dispositivos roubados e das perdas em transações via Pix.

Esse cenário é importante porque amplia a pressão sobre prevenção, monitoramento e resposta a incidentes no sistema financeiro. Ao mesmo tempo, exija cautela na leitura dos números. Isso acontece porque as fontes abertas consultadas utilizam materiais diferentes para parte dos dados sobre malware.

Contexto

A CNN atribuiu informações ao relatório Tendências de Fraudes Bancárias Digitais no Brasil em 2025 , da BioCatch. Por sua vez, a BioCatch mantém uma página pública com um resumo do levantamento. No entanto, esse material aberto não traz a metodologia completa nem o relatório integral.

O que está confirmado

A matéria da CNN Brasil foi publicada em 15 de dezembro de 2025, e não em 14 de dezembro.

Segundo a CNN, os incidentes de malware cresceram 220% no primeiro semestre de 2025, em comparação com o segundo semestre de 2024.

Além disso, a reportagem informa que o volume geral de tentativas de fraude cresceu 56% no primeiro semestre de 2025, em relação ao mesmo período de 2024.

A CNN também afirma que os golpes de falsa central dobraram em 2025. Da mesma forma, os casos ligados a dispositivos roubados triplicaram no período.

A página pública do BioCatch reforça esse quadro. O resumo informa que os golpes de falsa central dobraram. Também informamos que os cases com dispositivos adquiridos ou comprados em triplicaram.

Por fim, a reportagem registra que fraudes e golpes via Pix aumentaram 43% em dois anos, alcançando cerca de R$ 2,7 bilhões. A página pública da BioCatch menciona o mesmo percentual de alta e perdas na mesma ordem de grandeza, atribuída à Febraban.

O que não foi detalhado

A metodologia completa do levantamento não aparece na reportagem da CNN. Ela também não está disponível na página pública aberta da BioCatch consultada.

Além disso, o universo exato da amostra no recorte Brasil não é informado no material aberto.

Outro ponto relevante é a definição operacional de “fraude bancária”. O título jornalístico usa essa expressão de forma ampla. Porém, o texto distingue fraudes, golpes, malware, falsa central e casos ligados a dispositivos roubados.

Há ainda uma divergência de métrica entre as fontes abertas. A CNN reporta alta de 220% em incidentes de malware. Já na página pública da BioCatch menciona alta de 200% em pagamentos iniciados por malware, no mesmo tempo comparativo.

Sem acesso ao relatório integral, essa diferença não pôde ser esclarecida. Portanto, a leitura editorial mais segura é registrar a divergência sem presumir erro.

Implicações das fraudes por malware

A leitura técnica mais prudente é que 2025 trouxe influência do risco em várias frentes. De um lado, há frases de engenharia social. Além disso, parece comprometimento de dispositivos e uso de malware para iniciar ou mascarar transações.

Ainda assim, essa é uma técnica de interpretação feita a partir dos dados reportados. Não se trata de uma conclusão causal expressa nas fontes abertas consultadas.

Para as instituições financeiras, o quadro reforça a necessidade de controles em camadas. Também aponta para revisão contínua das jornadas de autenticação e autorização. Além disso, destaca a importância do monitoramento do comportamento transacional e dos mecanismos de detecção que consideram tanto a fraude técnica quanto a manipulação da vítima.

Por que importa

Primeiro, o avanço das fraudes por malware sugere pressão maior sobre a detecção de comportamento anômalo e sobre a proteção de sessão e dispositivo.

Além disso, a expansão dos golpes de falsa central indica que os controles tradicionais podem ser insuficientes quando a própria vítima autoriza a operação sob manipulação.

Da mesma forma, o aumento de casos ligados a dispositivos roubados reforça a interdependência entre segurança física, segurança digital e gestão de credenciais.

Ao mesmo tempo, o volume financeiro associado a golpes via Pix mantém o tema no centro das agendas de prevenção à fraude, risco operacional e conformidade.

Por fim, a divergência entre percentuais em fontes abertas recomenda cautela editorial. Ela também reforça a importância de validar a fonte primária integral e sua metodologia.

Em temas de fraude, a qualidade da informação é importante tanto quanto a velocidade da resposta. Por isso, governança, rastreabilidade dos dados, validação metodológica e avaliação caso a caso seguem centrais para interpretação de tendências e ajuste de controles com proporcionalidade.

Fontes

CNN Brasil — “Fraudes bancárias aumentando 220% no 1º semestre, diz relatório” — 15/12/2025

BioCatch — página pública do relatório Tendências de Fraudes Bancárias Digitais no Brasil em 2025

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