Engenharia social lidera fraudes no sistema financeiro

Estudo da EY indica que engenharia social lidera fraudes no sistema financeiro

A engenharia social foi a fraude mais reportada no sistema financeiro na pesquisa citada pela EY. No recorte apresentado, ela apareceu em 30% das respostas. Contas laranjas somaram 21%. Já as fraudes em aplicativos e cadastros chegaram a 19%.

O dado chama atenção porque mostra um ponto central. Mesmo com o avanço dos controles digitais, o fator humano segue relevante na prevenção a fraudes. Nesse contexto, o estudo reforça a necessidade de investir na educação do cliente, autenticação reforçada e verificação em tempo real.

Contexto da pesquisa

A EY divulgou a informação em um artigo publicado em 10 de fevereiro de 2026. A pesquisa citada reuniu 51 instituições financeiras. Além disso, o levantamento trata da modernização da prevenção à fraude e do PLD/FTP no setor.

O que está confirmado

Uma pesquisa citada pela EY coletou 51 instituições financeiras. No recorte informado, a engenharia social apareceu como a fraude mais comum, com 30% das respostas. Em seguida, vieram contas laranjas, com 21%. Depois, descobriram fraudes em aplicativos e cadastros, com 19%.

Além disso, a EY associa esse cenário à necessidade de fortalecer a educação do cliente, autenticação e verificação em tempo real na jornada digital.

O que a engenharia social revela

O estudo sugere que a sofisticação da fraude não depende apenas de falhas técnicas. Em muitos casos, a manipulação do comportamento do cliente continua sendo um vetor relevante. Por isso, controles digitais isolados podem não ser suficientes.

Ao mesmo tempo, é preciso manter o recorte correto. A publicação consultada não traz, nesse trecho, uma série histórica que permite afirmar crescimento da engenharia social ao longo do tempo. O material também não deve ser tratado como retrato integral de todo o mercado brasileiro. O mais preciso é apresentá-lo como resultado da amostra da pesquisa.

Além disso, a nota da EY não equivale, por si só, à orientação regulatória formal. O conteúdo também não detalha impactos financeiros por modalidade de fraude. Também não há, nesse recorte, abertura completa por canal, perfil de cliente ou produto financeiro.

Por que importa

O ranking da pesquisa mostra que golpes baseados na manipulação de clientes e usuários seguem à frente de contas laranjas e fraudes em aplicativos e cadastros. Em termos práticos, isso reforça a importância de combinar tecnologia, validações contextuais e educação do cliente.

Para operações digitais, o tema chama atenção para etapas como onboarding, autenticação e confirmação de transações. Por outro lado, para áreas de risco e compliance, o estudo reforça a importância de manter monitoramento em tempo real e governança de dados conectados ao fator humano.

Como a base é um levantamento setorial, a leitura mais prudente é tratada como sinal de tendência. Não se trata de uma fotografia exaustiva de todo o sistema financeiro brasileiro.

Em resumo, o estudo da EY reforça uma leitura já recorrente no setor. A digitalização ampliou a eficiência, mas não eliminou a vulnerabilidade associada à interação humana. Por isso, a prevenção a fraudes exige controles, qualidade de dados e resposta operacional contínua.

Fontes

EY – “Bancos comerciais e IPs são as instituições financeiras que mais investem contra fraudes” – matéria institucional – 10 fev. 2026
https://www.ey.com/pt_br/newsroom/2026/02/bancos-comerciais-ips-sao-instituicoes-financeiras-mais-investem-contra-fraudes

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